Análise Indiscreta

Vida besta…

Publicado em Sem categoria por Alexandre em 28/05/2012

Steve McQueen e sua filhinha, Terry, pelas ruas de Los Angeles em 1964.

Henry e Jane em algum momento dos anos 50.

Mastroianni contemplando o cartaz italiano de A Felicidade Não Se Compra.

Audrey aproveitando a vida e o céu azul, azul até demais, no ano de 1951.

Marilyn desenvolvendo sua capacidade de pensamento.

The Movie Title Stills Collection

Publicado em Sem categoria por Alexandre em 27/05/2012

O pôster é uma arte #54

Publicado em Sem categoria por Alexandre em 26/05/2012

O ano passado em Marienbad (1961)

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Ateu graças a Deus, por Luis Buñuel

Publicado em Sem categoria por Alexandre em 24/05/2012

Alguns sonham com um universo infinito, outros o apresentam como finito no espaço e no tempo. Aqui estou eu entre dois mistérios, ambos igualmente impenetráveis. De um lado, a imagem de um universo infinito e inconcebível. De outro, a ideia de um universo finito que um dia não existirá mais volta a mergulhar-me num vazio impensável, que me fascina e horroriza. Vou de uma a outra. Não sei.

Imaginemos que o acaso não exista e que toda a história do mundo, tornada bruscamente lógica e previsível, possa ser resolvida com algumas equações matemáticas. Nesse caso, seria necessário acreditar em Deus, supor como inevitável a existência atuante de um grande relojoeiro, de um ser supremo organizador.

Mas Deus, que pode tudo, não poderia ter criado, por capricho, um mundo entregue ao acaso? Não, respondem os filósofos. O acaso não pode ser uma criação de Deus, uma vez que é a negação de Deus. Esses dois termos são antinômicos, mutuamente excludentes.

Não tendo fé (e persuadido de que a fé, como todas as coisas, nasce frequentemente do acaso), não vejo como sair desse círculo. Eis por que não entro nele.

A consequência que deduzo disso, pessoalmente, é muito simples: crer e não crer é a mesma coisa. Se me provassem agora mesmo a luminosa existência de Deus, isso não mudaria rigorosamente nada no meu comportamento. Não posso acreditar que Deus me vigie incessantemente, que se preocupe com minha saúde, meus desejos, meus erros. Não posso acreditar e, de toda forma, não aceito que ele possa me castigar por toda a eternidade.

Que sou eu para ele? Nada, uma sombra de barro. Minha passagem é tão rápida que não deixa nenhum vestígio. Sou um pobre mortal, não conto nem no espaço nem no tempo. Deus não se ocupa de nós. Se existe, é como se não existisse.

Raciocínio que resumi outrora nesta fórmula: “Sou ateu graças a Deus”. Uma fórmula contraditória apenas na aparência.

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O pôster é uma arte #53

Publicado em Sem categoria por Alexandre em 21/05/2012

Deus sabe quanto amei (1958)

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Walt Disney’s Taxi Driver

Publicado em Sem categoria por Alexandre em 08/05/2012

O que realmente importa em Os Vingadores…

Publicado em Sem categoria por Alexandre em 30/04/2012

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Monstros (Freaks, 1932)

Publicado em Sem categoria por Alexandre em 30/04/2012

Freaks é um milagre cinematográfico que só poderia ter sido feito na sua época. Em 1932 ainda não havia o Código de Produção que, de 1934 a 1966, limitou a liberdade de expressão artística no cinema. O politicamente correto não infestava as produções. Os efeitos especiais, ainda precários, não eram uma exigência do mercado. Com atores reais interpretando “deformidades da natureza”, “aberrações” circenses e um roteiro sinistro, Freaks tinha tudo para ser um sucesso de público.

Não o foi, porém. Poucos tiveram coragem de vê-lo. Exibidores se recusarem a exibir a obra maldita. A crítica foi severa. Depois do Código, então, as chances de chegar ao público se reduziram a zero. Décadas depois, no entanto, redescoberto e alçado ao título de cult, Freaks continua controverso, fascinante e profundo na sua condição de filme-marginal; status esse ainda injusto diante da grandeza dessa obra.

Apesar da mensagem introdutória expressa – a de que os indivíduos ali retratados são seres humanos, com sentimentos humanos, que sofreram ao longo do tempo não apenas pelas suas deformações naturais, mas também pelo injusto comportamento das pessoas normais – deixar claro quais são as intenções do filme, é possível questionar, no final das contas, se os produtores estavam fazendo o mesmo que faziam os proprietários de circos dos horrores, isto é, explorando aquelas pessoas como aberrações da natureza com fins lucrativos e ferindo, portanto, gravemente seus direitos humanos.

Quem tende a se aproximar dessa visão deve ter, com todo o respeito, interpretado mal o filme. Primeiro porque Freaks não é exatamente um filme de terror. E, se for, os verdadeiros vilões são dois personagens absolutamente normais, ou melhor, dois representantes da beleza admirada pela plateia (uma trapezista sedutora e um fisiculturista machão). Na verdade, a obra de Tod Browning é um manifesto contrário a pensamentos que assombrariam a humanidade ainda naquela década com o nazismo: Freaks é, nesse sentido, um filme anti-nazista.

Aqui, os heróis são anões, gêmeas xifópagas, um homem sem braços e pernas, uma mulher barbada, três microcéfalos, uma mulher sem braços… Quando os vilões atingem a honra de um deles violentamente acabam por quebrar o laço que os une como irmãos (one of us, one of us!) e por isso devem pagar. É basicamente um filme de vingança (mas não daqueles pesadões, pelo contrário, o humor aqui também está presente e faz parte do realismo anti-bom mocismo do material). E a vingança, como nós sabemos, é um daqueles sentimentos que fazem parte da natureza humana e que foi tantas vezes retratada no cinema.

As diferentes reações que Freaks pode causar no público mostra bem o seu poder atemporal. Repulsa, medo, comoção, desconcerto, reflexão… Para uns, trata-se de um filme horroroso em todos os sentidos. Para outros, trata-se de um filme de beleza única.

Nota: 9

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Realmente… o cara é foda.

Publicado em Sem categoria por Alexandre em 29/04/2012

A idade do ouro (L’âge d’or, 1930)

Publicado em Sem categoria por Alexandre em 24/04/2012

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