Performance (Nicholas Roeg, 1970)

A presença do astro Mick Jagger deu total liberdade criativa à produção de Performance, concluída em 1968 – ainda que o filme só tenha sido lançado dois anos depois. A principal intenção, desde a introdução, é basicamente a de chocar o público, como se o filme fosse realmente feito à base de alucinógenos – o que quer dizer que nem todos os diálogos e cenas sejam passíveis de entendimento lógico, criando assim uma oscilação: algumas passagens irritam e parecem desnecessárias, outras divertem bastante com cortes anárquicos e até mesmo artísticos em sacadas visuais brilhantes. O trio protagonista é formado por, além de Jagger, James Fox e Anita Pallenberg (uma espécie de maria-chuteira do mundo do rock que teve casos com três integrantes dos Rolling Stones: Brian Jones, Keith Richards e o próprio Mick Jagger). É um filme que só poderia ter sido feito entre os finais da década de 60 e 70, em que a influência do rock and roll e das drogas teve papel fundamental nas mudanças de comportamento das sociedades em todo o planeta – nenhum outro gênero musical foi responsável por algo parecido e dificilmente algum outro será – e Performance é, com certeza, um objeto de estudo do seu momento histórico.

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