O filme de gangsters, por Antonio Moniz Vianna

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11 comentários sobre “O filme de gangsters, por Antonio Moniz Vianna

  1. O Moniz Vianna é fodão! … tenho o livro com os textos dele – “Um Filme por Dia” – e é leitura obrigatória para qualquer um que ouse escrever sobre Cinema. Você já leu a entrevista dele realizada em 2006 (3 anos antes de morrer): http://www.criticos.com.br/new/artigos/critica_interna.asp?artigo=1097 … ele já parecia um pouco amargurado, mas (ou talvez por causa disso) é bem divertida…

    Agora, mudando de assunto… você já falou com o Caio depois da expulsão dele do CP?

    1. Haha, essa entrevista é muito boa, já tinha lido antes, mas é sempre bom reler. Sensacional, muito engraçada.

      Críticos: Mas num filme de Jean-Luc Godard, um diretor que o senhor não gosta e que é um dos papas do chamado “cinema de autor”, você entra e logo percebe que está assistindo a um filme de Godard.

      AMV: Não. Se você entrava em Acossado, você não sabia que era um filme de Godard. Tá certo, pois esse foi um dos seus primeiros filmes. Mas se você entra num filme louco completamente… Se o ator estiver fora do quadro… Aí você pode dizer: “Deve ser um filme de Godard!” Não é? Porque está tudo fora do lugar! Deve ser de Godard! Acho que outro não tem coragem de fazer isso: colocar dois atores conversando numa mesa, um numa cabeceira e outro na outra cabeceira, e a câmera pegando só o centro da mesa. Pronto! Isso só quem faz é Godard!

      Hahahahahaha. Também tenho o livro “Um filme por dia” dele, tem muita coisa boa mesmo. Sobre o Caio, falei uma vez com ele após a expulsão. Ele talvez tenha exagerado um pouco na provocação, mas o pessoal do CP, com exceção de três ou quatro editores, é imbecil demais, gente que não está preparada para escrever sobre cinema ou até mesmo para manter um site que consiga gerar discussões e polêmicas. É um pessoal muito vazio e correto – e o pior, com muito mau gosto. Aquele Rodrigo Cunha, que deu um chute na bunda do Caio, é um babaca.

  2. “…colocar dois atores conversando numa mesa, um numa cabeceira e outro na outra cabeceira, e a câmera pegando só o centro da mesa. Pronto! Isso só quem faz é Godard!”

    HAHHAHAHAHAHAHAHAHAH … sem contar que no prefácio do Livro (se não me engano) o Moniz Vianna acusa a “Nouvelle Vague” de ter, ao contrário do que prega a maioria, simplificado o cinema… e faz todo o sentido… tudo o que Godard, Truffaut (falo mais pelo Godard) e sua trupe fez, foi pegar o que o Cinema Americano das décadas anteriores (40, 50, etc) fazia com muito mais elegância, sutileza, discrição, etc e ‘elevar à 10ª potência’… não sei se me fiz entender…

    E sobre o lance do Caio, o que mais me espantou foi o fato de num ter levado nem um amarelinho… vários outros usuários já tinham feito merda (na concepção do pessoal de lá) – soltado spoilers, engrossado a discussão, e até mesmo insultado editores – e no máximo levavam um aviso… O Caio não… tomou de cara um cartão vermelho… achei pesado… ainda mais pq 99% do que saia da boca dele era brincadeira…Só espero que ele não suma do círculo bloguífero – o dele, o seu, Multiplot!, etc…

    1. A Pauline Kael disse o correto certa vez: ela colocou o Godard como o líder da “brutalização do cinema”, ou seja, de um cinema que é “artisticamente mal feito” – ou pelo menos é o que dizem esses diretores alternativos, como se uma qualidade porca de som, por exemplo, seja sinônimo de mais “pureza”, distanciada do “comercial hollywoodiano”, mais artificial. Acho que eles, intencionalmente ou não, rebaixaram, e não elevaram, à 10ª potência o cinema americano “caro” para uma alternativa mais “bruta” – o que inclui, por exemplo, tremer a câmera sem parar, valorizar erros de continuidade da narrativa ou filmar o centro da mesa quando se tem duas pessoas conversando nas cabeceiras. Acho que é mais ou menos por aí, velho. Ah, lembrando que o Godard tem, apesar de tudo, uns filmes muito bons no currículo – mas todos têm “defeitinhos” propositais que me incomodam de certa forma.

      E o Caio, é, ele nem levou amarelo antes – e eu aposto que a falta nem foi tão dura assim, duvido que o Rodrigo Cunha tenha levado uma tesoura por trás. E, outra, ele participava do fórum há um tempão, inclusive enviando comentários de filmes pro site. O blog do Caio é legal, pena que ele atualiza pouco. O melhor de hoje em dia deve ser o Viver e Morrer no Cinema. Antes tinha o Quixotando, mas acabou faz um tempo.

  3. Mas é por aí mesmo que acho… quando disse “elevar à 10ª potência” não quis dizer num bom sentido… e sim meio que pegar tudo que os americanos faziam com mais elegância, sutileza etc e explodir… sei lá… mas tb gosto de algumas coisas do Godard… Uma Mulher é uma Mulher é um exemplo de “filmar o centro da mesa com duas pessoas conversando na cabeceira” que eu gosto… filme bem charmoso (tudo bem que a Anna Karina ajuda… e muito!)

    Aê Cain!!!! … num some não… e não esquece de uma crítica de Os Mercenários quando sair por aqui! …

  4. Putz… não tenho o menor saco pra Alphaville… tive que ver em 15 prestações…

    Já “Uma Mulher…” e “Desprezo” eu gosto… e “Weekend” e “Pierrot” tb … mas todos estes tem algumas godardices que me incomodam e quase fazem eu “avançar a fita” várias vezes…

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