Sapatinhos Vermelhos, por Martin Scorsese

“Meu pai me levou para ver The Red Shoes em 1950, quando eu tinha oito anos de idade. E nunca esqueci disso. Eu não saberia como começar a explicar o que esse filme significou para mim ao longo dos anos. Trata-se da alegria e exuberância do cinema em si mesmo. É um dos verdadeiros milagres da história dos filmes.

O que continua me nutrindo ao longo dos anos é o encanto que a obra lança, como ela tece o mistério sobre a obsessão da criatividade, do impulso criativo. Tudo se resume com aquele maravilhoso intercâmbio no início do filme quando Anton Walbrook confronta Moira Sheares em um coquetel. ‘Por que você quer dançar’, ele pergunta, com ela a rebater dizendo ‘Por que você quer viver?’.  O olhar na cara dele é extraordinário.

Ao longo dos anos, eu pensei bastante sobre esse diálogo. Ele expressa tanto sobre a necessidade premente pela arte – o mistério da paixão em criar. Não é que você queira fazer isso, e sim que você precisa fazer isso. Você não tem escolha. Precisa viver isso e com o preço que se sucede. Mas que tempo pagando por isso!”

(via)

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Um comentário sobre “Sapatinhos Vermelhos, por Martin Scorsese

  1. Amo este filme e acho super digno a sua história de produção porque tinha tudo para ser um fracasso e não foi.

    Scorsese exemplificou bem o quanto um filme pode marcar uma pessoa e se lembrando por muitos e muitos anos…

    Mais uma vez, meus parabéns!
    😉

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