Eu Sou o Amor (Io Sono L´amore, 2009)

Io sono l´amore é um bom filme, mas poderia ser muito mais se não caísse em excessos melodramáticos. O mais estranho é que esses excessos entram em contraste com algumas das sacadas mais sensíveis do cinema nos últimos tempos. Há certos detalhes neste filme da mais pura elegância e sensibilidade – de todos eles, o mais impressionante para mim ocorre quando um segredo entre dois amigos e a mãe de um deles, interpretada maravilhosamente por Tilda Swinton, é revelado através de um prato, mais especificamente uma sopa tradicionalmente russa, que a mãe preparava para o filho quando este era uma criança. Enfim, só assistindo ao filme para perceber a grandeza dessa cena. Mas, infelizmente, os excessos novelescos atrapalham o filme, que poderia também ter uns bons minutos a menos se houvesse essa dosagem fundamental na criação de uma obra trágica repleta de sentimentos. Felizmente, entre um bom produto cinematográfico e uma novela mexicana, Io sono l´amore tende muito mais para o primeiro, motivo pelo qual o recomendo para vocês, amigos leitores.

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2 comentários sobre “Eu Sou o Amor (Io Sono L´amore, 2009)

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