A hora de duas atrizes eternas

shriley audrey

Felizmente Audrey Hepburn e Shirley Maclaine, duas das minhas cinco atrizes preferidas, contracenaram em um filme. Foi em Infâmia (The Children’s Hour), de William Wyler. O título se explica por dois motivos: 1) o que dá origem ao drama é uma mentira de uma menina diabólica, que sugere maliciosamente à sua avó que as duas mocinhas da história, que dirigem uma escola primária para garotas, têm um caso amoroso; 2) a reação dos habitantes daquela pequena cidadezinha após o rumor se espalhar, resultando no esvaziamento da escola e no isolamento das duas belas mulheres. A pergunta que o filme faz é: como uma mentira pode prevalecer sobre a verdade de tal modo a desgraçar a vida de pessoas de bem? E também: ainda que fosse verdade, por que isso afetaria tanto a sociedade? Quando as pessoas vão finalmente amadurecer? Infâmia data de 1961, início de uma década que iria modificar muitos dos paradigmas comportamentais, incluindo a questão da liberdade sexual. Mas até hoje, tendo em vista que a homossexualidade (a personagem de Shirley, de fato, era homossexual) continua sendo um tema de amplo debate e reações diversas, não tendo ainda a sociedade como um todo “a aceitado” – realidade absurda, diga-se – resultando em uma espécie de mundo paralelo para o qual estão os gays, em geral, fadados a viver, Infâmia continua tendo considerável impacto (a peça que lhe deu origem continua sendo encenada até hoje). E tem Audrey e Shirley dividindo o mesmo quadro, o que por si só já vale a sessão.

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Grandes filmes de verão #3

Mulheres bonitas, praias, piscinas, pôker, bares, cruzeiros, viagens em trens, essas coisas.

Crown, o Magnífico (The Thomas Crown Affair, 1968)
A Princesa e o Plebeu (Roman Holiday, 1953)
Boogie Nights - Prazer Sem Limites (Boogie Nights, 1997)
O Pecado Mora ao Lado (The Seven Year Itch, 1955)
Era Uma Vez no Oeste (C'era una Volta il West, 1968)
Os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, 1981)
Charada (Charade, 1963)

Grandes filmes de verão #2

Mulheres bonitas, praias, piscinas, pôker, bares, cruzeiros, viagens em trens, essas coisas.

Intriga Internacional (North by Northwest, 1959)
007 - Cassino Royale (Casino Royale, 2006)
Hatari! (Hatari!, 1962)
Sonhos Eróticos de Uma Noite de Verão (A Midsummer Night's Sex Comedy, 1982)
Essa Pequena é uma Parada (What's Up, Doc?, 1972)
O Desprezo (Le Mépris, 1963)
Um Caminho Para Dois (Two For the Road, 1967)

O Jôgo da Laranja!

Se a festinha chegou àquele ponto em  que todo o mundo está muito alegre,  mas todas as brincadeiras já não têm  mais graça e as conversas começaram  a ficar monótonas; ou se, ao contrário,  alguns convidados começaram a não  ter como extravasar o bom humor e  apelam para os cubos de gêlo dentro  dos colarinhos e dos decotes; ou,  afinal, se não acontece uma coisa nem  outra e é preciso dar à reunião um  cunho menos formal, tornando os  convidados mais íntimos, o jeito é  apelar para a dança. Mas acontece que  os ritmos habiturais tornariam a coisa  mais formal ainda, e aquela senhora  não muito bem dotada poderia passar  o resto da noite em uma cadeira.


Da mesma forma, ao começarem a tocar  curist,  hally gally, os mais velhos ou não  sabem ou não  se arriscam, escondendo (… ). Parar com a bebida  ou redoiçar as doses  é perigoso: a festa pode  acabar de forma  imprevisível. O negócio é  apelar para  alguma coisa  ou estilizar velhas    brincadeiras. Nada de coelhos. Apele para  a  laranja. É um jogo divertido e custa  muito mais  barato que o da maçã, no  qual se inspirou.

COMO SE FAZ

No jogo da maçã, os pares dançavam, os      cavalheiros e as damas, com uma maçã  segura  entre as respectivas testas. Quem  deixasse cair  ficava de fora. No da laranja  a coisa é mais  divertida.



A dama – ou o cavalheiro, tanto faz – vem  com  uma laranja entre o queixo e o  pescoço. Apenas  uma pessoa. Em  seguida, escolhe alguém – a  dama escolhe  um cavalheiro, e vice-versa – que  deverá,  sem auxílio das mãos, pegar a laranja    sobre o próprio queixo. E por aí fora.

Os resultados são engraçadíssimos. Todos  participam, ninguém se aborrece e não há  o  perigo de um só fazer papel ridículo  para todos  os outros. Breve, estará nos  cinemas a comédia  Charada, com Cary  Grant e Audrey Hepburn,  onde o jogo da  laranja é responsável por uma  das  melhores sequências. Não é preciso  esperar  pelo filme, porém, para começar.  A idéia já pode  ser usada na próxima  festinha.


DEMONSTRAÇÃO: