Insônia (Dario Argento, 2001)

Insônia Argento

Embora o melhor de Insônia [Non Ho Sonno] esteja nas sequências iniciais (que devem durar aproximadamente 25 minutos), Dario Argento não decepciona neste seu primeiro filme do século XXI, com uma trama que envolve anões, animais, livros de suspense baratos e, claro, algum maníaco doente que mata pessoas – especialmente mulheres – com uma dose especial de sadismo. É um filme menor, se comparado com seus trabalhos mais clássicos dos anos 70 e 80, mas vale a pena ser conferido por todos aqueles que se interessam pelo cinema de um dos mestres do suspense, que consegue como poucos driblar as deficiências técnicas dos atores com que normalmente trabalha – neste filme, em especial, uma exceção para o grande Max von Sydow – para encontrar algo mais profundo no poder da imagem e da morte. As sequências da perseguição no trem e a que vem logo depois, culminando com o assassinato da garota no carro (imagem acima), são um dos pontos altos da carreira do cineasta italiano. E o que dizer do uso da câmera? Marca registrada do diretor, provoca uma sensação de imersão realmente fantástica, a ponto de o espectador quase se confundir com o assassino da estória. Finalmente, temos também a trilha sonora do Goblin e, com os créditos finais, um lembrete: em noites de insônia, sempre poderemos contar com Dario Argento.

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