Festinha na casa do Peter Sellers

Reparem no visual descontraído do aniversariante.
David Bowie arrebentando no saxofone, ao lado Bobby Keyes.
Bill Wyman, Ron Wood e Bowie dividem o palco.
Keith Moon se arrisca nos vocais e rouba a cena.

Tocaram lá: David Bowie, Bill Wyman, Keith Moon, Ron Wood, Joe Cocker, Jesse Ed Davis, Danny Kortchmar, Bobby Keyes e Nigel Olsson. Local: Mansão de Peter Sellers em Beverly Hills. Data: Setembro de 1975. Motivo para a festa: 50 anos de Peter Sellers, ora bolas!

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Grandes filmes de verão #4

Mulheres bonitas, praias, piscinas, pôker, bares, cruzeiros, viagens em trens, essas coisas.

Um Convidado Bem Trapalhão (The Party, 1968)

As Três Noites de Eva (The Lady Eve, 1941)
Moscou Contra 007 (From Russia with Love, 1963)
O Perigoso Adeus (The Long Goodbye, 1973)
À Prova de Morte (Death Proof, 2007)
Amor, Sublime Amor (West Side Story, 1961)
Uma Aventura na Martinica (To Have and Have Not, 1944)

Grandes filmes de verão #1

Mulheres bonitas, praias, piscinas, pôker, bares, cruzeiros, viagens em trens, essas coisas.

Ladrão de Casaca (To Catch a Thief, 1955)
Os Homens Preferem as Loiras (Gentlemen Prefer Blondes, 1953)
007 Contra Goldfinger (Goldfinger, 1964)
A Primeira Noite de um Homem (The Graduate, 1967)
Gata em Teto de Zinco Quente (Cat on a Hot Tin Roof, 1958)
Um Tiro no Escuro (A Shot in the Dark, 1964)
Quanto Mais Quente Melhor (Some Like It Hot, 1959)

Um beatle no paraíso (1970)

Eis um dos títulos mais absurdos que já vi. Queria saber onde os responsáveis por essa “licença criativa” enxergaram “paraíso” em The magic christian – e é claro que colocaram beatle no meio por uma questão meramente comercial, já que o personagem de Ringo Starr não passa de um completo vagabundo que dorme e escova os dentes em praças londrinas. Não há paraíso algum no filme. Tudo parece mais um purgatório, em que a completa falta de noção do mundo moderno impera na Inglaterra – em determinada cena um grupo de caça utiliza canhões para abater pássaros -, um país em que “todos têm seu preço” e em que a suposta “nobreza” na verdade não passa de um bando de parasitas (atrasados, preconceituosos, estúpidos e bobos). The magic christian é uma anarquia de situações psicodélicas lideradas pelo excêntrico personagem de Peter Sellers, um empresário que adota como filho e único herdeiro um rapaz cabeludo e perdido. Amor à primeira vista. O filho? Ringo, quem mais seria? Os dois começam, como diria o Paulo Villaça, a avacalhar tudo e todos, desde o guarda que engole a multa que havia aplicado por 500 pratas, até os apreciadores da “fina arte” – que, no fundo, pouco conhecimento têm a respeito do que compram em leilões. E o The magic christian? É um cruzeiro de alto luxo com destino a New York, em que somente a nata da sociedade – e um negro apenas, dançarino burlesco – tem direito a embarcar, mas que na verdade não sai do lugar. Deveria ser mais ou menos essa imagem que o diretor Joseph McGrath tinha da Inglaterra de sua época: enfeitada, cara, nobre, mas que não conseguia acompanhar os passos das outras nações mais modernas. É um filme datado em alguns aspectos, mas tem um adorável Ringo e um mais ainda adorável Peter Sellers, trilha sonora de Badfinger e Thunderclap Newman (Call out the instigator/because there’s something in the air/we’ve got to get together sooner or later/because the revolutions here/and you know it’s right…), participações especiais (Polanski, Christopher Lee, John Cleese)  e humor negro até dizer chega.

Nothing to lose

O filme preferido do Elvis:

Nothing to lose if we are wise/ We’re not expecting rainbow colored skies/ Not right away

Nothing to lose, it might be fun/ No talk of spending lifetimes in the sun/ Although we may

Both you and I have seen what love can do/ We’ll only hurt ourselves/ If we build dreams that don’t come true

What can we lose, we know the score/ Let’s wait before we talk of evermore/ One day we may

Nothing to lose/ But much to gain if love decides to stay

Nothing to lose, nothing to lose/ Nothing to lose, nothing to lose