50 anos de Quentin Tarantino em 10 músicas

1. George Baker Selection – Little Green Bag

2. Sandy Rogers – Fool For Love

3. Al Green – Let’s Stay Together

4. Urge Overkill – Girl, You’ll be a Woman Soon

5. The Delfonics – Didn’t I (Blow Your Mind This Time)

6. Santa Esmeralda – Don’t Let Me Be Misunderstood 

7. Smith – Baby It’s You

8. Joe Tex – The Love You Save (May Be Your Own)

9. David Bowie – Cat People (Putting Out The Fire)

10. Jim Groce – I Got a Name

30 Day Movie Challenge (Parte 3)

Pra terminar o desafio.

Day 21: Movie with your favorite actor:

Day 22: Movie you wish you could live in:

Day 23: Movie that inspires you:

Day 24: Movie with your favorite soundtrack:

Day 25: Movie with the most beautiful scenery:

Day 26: Movie you’re most embarrassed to say you like:

Day 27: Movie with your favorite villain:

Day 28: Movie with your favorite hero:

Day 29: First movie you ever remember watching:

Day 30: Last movie you watched:

 

Grandes filmes de verão #4

Mulheres bonitas, praias, piscinas, pôker, bares, cruzeiros, viagens em trens, essas coisas.

Um Convidado Bem Trapalhão (The Party, 1968)

As Três Noites de Eva (The Lady Eve, 1941)
Moscou Contra 007 (From Russia with Love, 1963)
O Perigoso Adeus (The Long Goodbye, 1973)
À Prova de Morte (Death Proof, 2007)
Amor, Sublime Amor (West Side Story, 1961)
Uma Aventura na Martinica (To Have and Have Not, 1944)

À prova de morte (2007)

Os vinte minutos iniciais de Death Proof dão a impressão de ser este um filme passado na década de setenta. A fotografia retrô, as personagens e o carro em que andam, os temas das conversas, a trilha sonora… tudo nos remete a uma outra época. Só após um celular aparecer em cena, nos damos conta de que aquilo ali está acontecendo agora, nesta geração – todos aqueles indivíduos, e a atmosfera que os circunda, fazem parte do presente criado pelo universo de Quentin Tarantino, um autor que reescreve o cinema para impor o seu estilo. Ele, um dos cinco diretores mais talentosos em atividade, mais uma vez mostra como a diferença entre o bom cinema e o que tem sido feito ultimamente é gritante – como poucos, Tarantino consegue nos transportar para a tela: na longa (e maravilhosa) sequência do bar, eu também estou lá, observando como aquelas fascinantes figuras se comportam, como eles (e principalmente elas) são diferentes e muito mais divertidos do que toda a mediocridade ao meu redor. E essa capacidade do diretor em dialogar o passado com o presente se sobressai ainda mais em Death Proof, que (pelo menos sob meu ponto de vista) é mais do que uma homenagem aos filmes grindhouse, é a exibição de uma alternativa ao cinema: a de conciliar ainda mais a cultura pop cinematográfica do passado com o presente – para que, quem sabe?, transportar-nos para um futuro melhor. É muita sacanagem existir apenas um Quentin Tarantino no mundo. Mas ainda há esperança.